sábado, 16 de junho de 2012

Ayn Rand: Profeta ou bode espiatório

Jennifer Burns, da Universidade de Columbia, fala sobre como A Revolta de Atlas moldou o nosso entendimento do capitalismo, do mercado e do papel do governo na nossa economia.

domingo, 10 de junho de 2012

Room 237

Sundance, um festival que acompanhei, bem como o de Tribeca, me chamou atenção esse ano por causa do documentário de Rodney Ascher, instrutor de edição da Academia de Filmes de Nova Iorque. O diretor analisa cinco teorias (Bill Blackemore, Geoffrey Cocks, Juli Kearns, John Fell Ryan e Jay Weidnerr, mas nada de Rob Ager) sobre o filme The Shinning, do diretor Stanley Kubrick. Os seis acreditam que a história da família que vai para um hotel para que o patriarca desenvolva um romance em sua máquina de escrever serve de fachada para alguma mensagem que Kubrick tentou deixar postumamente para que seus fãs descobrissem.
Blackemore postula que, devido à quantidade  grande de iconografia que remetem aos nativos norte-americanos no filme, Kubrick expôs o problema indígena do país. Cocks diz que o filme é sobre o holocausto, porque Kubrick sempre quis fazer um filme sobre o tema, mas nunca sobre como se aproximar do tema, tendo como evidência as cenas de violência que Danny presencia no filme, e que não são muito explicadas durante o filme.
Kearns usa o mito grego do Minotauro para explicar porque Kubrick insere um labirinto no filme que não estava no livro de Stephen King, que deu origem ao filme. Ela também afirma que outra pista colocada por Kubrick é adee um poster de publicidade de esqui no filme que lembra o Minotauro, ao mesmo tempo em que o gerente do hotel explica para Jack porque não há uma área de esqui perto do hotel.Outras teorias especulam que o filme foi feito para dizer que nunca houve um pouso tripulado na luca (o padrão do carpete no qual Danny brinca com seu carro tem certa similaridade com o design do pad 39A do lançamento do Apollo 11). Infelizmente ele ignora as teorias, não só do Iluminado, de Rob Ager, que afirma que o filme é uma explicação Kubrickana da mudança do sistema financeiro-monetário internacional para o padrão fiat.


E para fechar o post, uma entrevista com o próprio, feita em 1966 pelo Jeremy Bernstein da New Yorker.



terça-feira, 22 de maio de 2012

Killing Them Soflty

Na produção norte-americana, Brad Pitt interpreta Cogan, um assassino que prefere executar suas vítimas de longe, por detestar a gritaria e os pedidos de clemência das vítimas quando as executa com o cano da arma encostado na pele. Cogan chama seu método de mata-los suavemente (nome do filme e  da canção de sucesso de Roberta Flack e sampleada pelos Fugees).
O romance Cogan’s Trade (A troca de Cogan, em tradução livre) foi atualizado para os anos zero quando adaptado, num cenário economicamente conservador e cheio de desconfiança em relação a posição dos bancos no cenário mundial. Um jogo de poker em que Markie (Ray Liotta) leva a melhor, assina sua sentença de morte, para que os perdedores não percam o respeito da comunidade de ladrões daquela região. Cogan então se vê contratado por Markie para defende-lo, mas conhece o chefe dos dois perdedores do poker, então terceiriza o serviço, contratando seu amigo Mickey (James Gandolfini), que sabe precisar dinheiro, mas desconhecendo o vício dele em bebida e prostitutas.
As cenas em slow-motion dos assassinatos, acompanhadas de música romântica são uma marca forte do filme, que estreio em Cannes e que só tem um teaser (abaixo) na internet e deve estrear no circuito mundial logo após.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Vinda da realeza

Quando surgiu, encarei como resposta natural da indústria musical à morte de Amy Whinehouse. Uma criança em um belo corpo de mulher, uma voz divina de contralto e referências ao mundo gângster. No seu albúm de estreia (na Interscope), seu amado a ama com cada batida de seu coração de cocaína, o par de calças jeans de seu amado e seu dono nunca param em casa e a história de Carmen, 17, fazem do albúm algo para se ouvir quando você é a parte errada da relaçao, quando você é o problema, quando é você que quer guerra no campo de refugiados, quando você quer fugir para o páreo e gastar dinheiro nas corridas.
Em resumo, não é um albúm para qualquer um, ainda mais se você se viu pego nas discussões "produzida pela indústria" ou "dancinha no SNL".
Segue um Mix do RAC pego no urbe.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Não conhecemos nada

Nas partes mais profundas e escuras do oceano existem ecossistemas com uma diversidade maior que a floresta amazônica. O biólogo marinho David Gallo nos guia em uma viagem oceânica - das fendas mais profundas aos destroços do Titanic.

De droga em droga

O som Dramamine do Modest Mouse me fez conhecer a música, o vídeo, o roadtrip album This is a Long Drive to Someone with Nothing to think about e a banda, mas não só isso. Dramamina, conhecida no Brasil como Dramin é um remédio para combater náuseas, apropriado para o início de uma viagem e para ser a primeira faixa de um albúm que propõe uma viagem.

O cd tem dezesseis faixas (dezoito no vini) de puro indie experimental, com alguns momentos de folk, mas que não passam de momentos. Outra faixa do albúm que fica no loop no meu radinho o dia inteiro é Novocain Stain, que me fez pesquisar o que era Novacaína (anestésico local usado por dentista, tanto através de injeção, quanto por via oral gasosa, o que a faz ser conhecida por laughing gas, dado ao esticamento de músculos da face que dão aparência patética à face dos pacientes). O ponto é que ao procurar novocaine no google, me deparei com um vídeo de um velho conhecido.
Mas o video abaixo é da apresentação ao vivo do Frankie no último Coachella.

quinta-feira, 3 de maio de 2012