domingo, 12 de julho de 2015

Poema em homenagem ao aniversário do assalto à prisão francessa da Bastilha, destruída em quinze de julho de 1789

Queda às prisões políticas
Ignore as pressões mais cínicas
Agressões, que caiam os sóis fraticidas
Governos e a violência do prato sem comida


Pás
Violões
Picaretas
Metralhadoras
Bombas caseiras
Pães, legumes e vegetais
revolução assim que possível
pois assim já não dá mais.



quinta-feira, 28 de maio de 2015

Em meu curioso ontem


"– Em meu curioso ontem – respondi -, prevalecia a superstição de que entre cada tarde e cada manhã ocorrem fatos que é uma vergonha ignorar. O planeta estava povoado de espectros coletivos, o Canadá, o Brasil, o Congo Suíço e o Mercado Comum. Quase ninguém sabia a história anterior desses entes platônicos, mas sim os mais ínfimos pormenores do último congresso de pedagogos, a iminente ruptura de relações e as mensagens que os presidentes mandavam, elaboradas pelo secretário do secretário com a prudente imprecisão que era própria do gênero."

trecho de 'Utopia de um homem que está cansado'
Extraido do “O Livro de Areia” de Jorge Luis Borges

domingo, 10 de maio de 2015

quem né visto
né lembrado
kaufman e café
sem fé no homem
nem pé no ontem
nem sei do monte
de roupa suja
que seis chamam de vida
Scene from Charlie Kaufman's "Synecdoche, New York."

quarta-feira, 22 de abril de 2015

queerasfuck

Num mundo que se propõe pós-gênero, ou seja, o gênero não sendo parte integrante dos símbolos hierárquicos sociais, sendo menor, como, por exemplo, uma característica física (altura, formato do corpo etc), ou ainda não se estabilizando como uma relação binária (0-1, a-o, menino-menina, pênis-vagina), mas com uma diversidade muito mais agregadora e diversa não seria coerente aceitar párticulas definidoras de gênero binárias, ou a sobreposição de um sobre o outro (exemplo dado pela Vivian na questão dos plurais serem dominados pela artigo masculino).
Ainda que seja estranho, feio etc, a construção linguística é por onde passa a mudança, sendo estrutura ideológica das ideias, de fácil utilização para justificar dominações.
Lembro sempre de aulas de educação religiosa onde diziam "não acreditam em deus mas pedem pelo amor de deus por algo", ou seja, não tendo outra reação ou construção linguística disponível, fica dominado por um pensamento teísta, só para exemplificar a dominação através da linguagem.

Caderno Pagu sobre a teoria queer
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0104-833320070001&lng=pt&nrm=iso

Matéria na Carta Capital
http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/Repositorio/39/Documentos/era_pos_genero_carta_capital.pdf

sexta-feira, 10 de abril de 2015