sábado, 10 de outubro de 2015

A coleção Baderna incomoda muita gente. Sobretudo os fascistas…

 Por Débora Lopes, publicado originalmente na revista Vice

Depois de descobrir que vários livros da coleção Baderna foram apreendidos pela polícia entre pertences de ativistas após as Jornadas de Junho, o editor Rogério de Campos não teve dúvidas e está prestes a enaltecer o mundo da literatura subversiva de novo, republicando parte da série. Quem inspirou essa retomada? “A polícia. Se está desagradando os caras, tem uma razão.”
Originalmente lançada pela editora Conrad no início dos anos 2000, a coleção traz publicações afiadas que falam sobre resistência. Agora, parte delas sairá pela Veneta, a nova editora capitaneada por Rogério. “Qualquer imbecil direitista arruma uma editora pra publicar suas bobagens. O mercado da direita já é muito saturado. Então, publicamos livros de esquerda”, explica.
Se é baderna, tem que chegar com o pé na porta. E é isso que a Veneta vai fazer: começar pela galinha dos ovos de ouro que não fez parte da coleção original. O livro A Revoada dos Galinhas-Verdes (1984), de Fulvio Abramo, não tarda a sair do forno. O texto, publicado originalmente em uma edição mimeografada do Centro de Estudos do Movimento Operário Mario Pedrosa, em 1984, deve ter sua versão em livro nas ruas ainda no mês de outubro, quando a histórica batalha que tomou a Praça da Sé completa 80 anos. Na Revoada, anarquistas, socialistas, comunistas, trotskistas e sindicalistas se reuniam em São Paulo para se opor à Ação Integralista Brasileira, partido de extrema-direita que se inspirava no movimento fascista italiano e trazia como mentor Plínio Salgado.
Para Rogério, a união que formou a Frente Única Antifascista foi um marco para a esquerda tupiniquim, que costumeiramente brigava graças a ideologias distintas em detrimento de um consenso. “Quando eles viram que os integralistas estavam repetindo o mesmo caminho do que acontecia na Alemanha e na Itália por aqui – ou seja, reacionarismo, ultranacionalismo e militarismo –, perceberam que tinham um inimigo em comum”, frisa.
Armados com revólveres e até metralhadoras, homens e mulheres antifascistas entraram em confronto com os integralistas, que, vestindo uniformes verdes (daí o porquê de “revoada dos galinhas-verdes”), prontamente fugiram. Seis pessoas morreram. Entre as vítimas, cinco eram guardas civis e a sexta foi Décio Pinto de Oliveira, militante comunista atingido por uma bala na cabeça enquanto discursava.

Rogério fala dos “velhinhos de esquerda que criticam os jovens de hoje” e lembra da cena que viu em junho do ano passado na Avenida Paulista: direitistas enrolados em bandeiras do Brasil cuspindo em uma garota do PSOL. “E foi naquele momento que moleques mascarados anarquistas, os black blocs, entraram em defesa de petista, de PSTU, de PSOL, de várias pessoas. Vi muita gente de esquerda se juntando. Porque era necessário mesmo”, relata o editor.
O objetivo da editora Veneta é dar espaço aos autores de esquerda, mas a coleção Baderna alça voos ainda mais distantes. “A ideia é ir além do pensamento dominante da esquerda, sabe? Mostrar outras ideias, outros autores, pensamentos. E, principalmente, mostrar novas maneiras de se organizar, novas maneiras de atacar o capitalismo.”
Porém, nem todos os livros que integram a coletânea serão relançados. A editora está retrabalhando algumas publicações e estudando até novas traduções. Algumas ficaram datadas e não serão disponibilizadas. O editor justifica: “Jovem tem saudade, mas saudade também tem limites. Nostalgia, não. Estamos publicando na medida em que seja útil, e não por nostalgia”. Entre os livros que serão relançados, estão Provos, de Matteo Guarnaccia, Grouxo-marxismo, de Bob Black, e Situacionismo, da Internacional Situacionista.
Não resisto e, antes que a entrevista acabe, pergunto a opinião de Rogério sobre o resultado parcial das eleições. Ele relata certa angústia ao pensar no assunto e diz que, nessas horas, só consegue lembrar de uma musiquinha de comercial: “Eu prefiro lanches Mirabel…”.


Reproduzido sem autorização daqui.

sábado, 3 de outubro de 2015

5 Janeiro 2015
Um dia antes de entrar em vigor a nova tarifa de R$3,50, decretada por Haddad e Alckmin, centenas de pessoas se reuniram para participar de uma aula pública sobre transportes no centro da cidade. O evento, marcado para em frente à Prefeitura, mudou para debaixo do Viaduto do Chá devido à chuva.
Esteve presente Lúcio Gregori, engenheiro que foi Secretário de Transportes de São Paulo no início dos anos 1990 e trabalhou, na época, na elaboração de um projeto de Tarifa Zero e municipalização dos ônibus da capital. A Tarifa Zero se mostrou perfeitamente viável do ponto de vista técnico e econômico, mas não foi implementada por falta de vontade político.
Também falaram na mesa militantes do Movimento Passe Livre e da Luta do Transporte no Extremo Sul, retomando que o projeto de gratuidade nos transportes para estudantes de baixa renda e escolas públicas anunciado por Haddad é uma resposta a anos de luta da população, mas apontando sua insuficiência e criticando o aumento da tarifa. O transporte só será público de verdade quando não houver catracas para ninguém.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

desliga o suicidal tendencies



In a little while
I'll be gone
The moment's already passed
Yeah it's gone
And I'm not here
This isn't happening
I'm not here
I'm not here

I'm not here
I'm not here

I'm not here
I'm not here

I'm not here
I'm not here

I'm not here
I'm not here

I'm not here
I'm not here

I'm not here
I'm not here

I'm not here
I'm not here


terça-feira, 29 de setembro de 2015

embargado



I told you to be patient
I told you to be fine
I told you to be balanced
I told you to be kind

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Perdido




I'm not living, I'm just killing time
Your tiny hands, your crazy-kitten smile

Just don't leave
Don't leave

sábado, 26 de setembro de 2015

Do 26 pro 27 de Setembro de 2015

Acho que desde que eu me lembre de estar com você esse vai ser o primeiro dia que a gente passa sem se falar
Eu nem sei mais se tenho algo pra te falar
Se você quer ouvir
Eu queria escrever mesmo que fosse pra apagar depois
Eu chorei o dia inteiro
Na rua
Eu te perdi e não acho que tem volta
Eu não quero forçar mais
Te dou teu espaço mas com ele te dou minha vontade de ficar só
Você estragou a única coisa boa que eu tive na vida em um bom tempo
Mas foi o que foi. Eu rio quando lembro como foi bom.
Ninguém se obriga a ficar com ninguém
E eu sou pobre e um tédio
Eu te amarei pra sempre
Eu nunca vou te esquecer
Mas eu te perdi pra sempre e isso dói muito
Obrigado por tudo que me ensinou
Eu não ter sido totalmente sincero com você não é desculpa
Mas não podia
Eu não abri meu peito no máximo
Mas o máximo que eu abri foi pra ti
Esse sentimento de rejeição por alguém que ama é ruim
É
Pelo visto vamos passar uma vida mais sem se falar
Tem dois minutos
Você acreditou no tarot
Você não acreditou na gente
Você fez o que tinha que fazer
Eu não sei nem porque estou escrevendo isso se eu vou apagar
É
00:00
Vida sem você agora.

Cadência de uma tarde que eu queria esquecer mas não vou

Nao te perdi
Você nunca foi minha
Mas eu te perdi
Sua mão soltou da minha
Maltratado me senti depois de um tempo
Percebi
Que não era brisa
Era vento
Deixo você ir
Você foi sem eu deixar
Teu espaço você tem
Desculpa eu não ter sido melhor pra você
Não ter bases materiais pra te agradar
Não me importava com isso até você se importar
Quer ser do mundo? Sempre foi
Não precisa de minha aprovação
Talvez assim seja melhor pra viver
Eu aqui sempre sozinho
Sonhando e tentando te esquecer
Obrigado de qualquer forma
Eu nunca deixei de te amar
Sem drama que você não gosta
Despedida como se a gente fosse se ver amanhã de novo